As Sete Raças

 

Raça Ária, a chamada Raça Azul
Coloco para sua apreciação esse artigo em meu site, por entendê-lo como muito interessante para compreendermos um pouco mais sobre a vida nesse planeta. Ele foi escrito em 1.962, pela Sociedade Teosófica Brasileira e após isso muita água rolou debaixo da ponte.

Apenas complementando então o artigo brilhantemente criado pela STB, quero acrescentar que hoje na verdade vivemos a sexta sub-raça, a penúltima da atual Quinta Raça-Raiz, a Raça Ária, a chamada Raça Azul, pelos sacerdotes dos templos iniciáticos e pela Grande Fraternidade Branca. Não que sua coloração seja azul, mas pelo seu arquétipo. Esta sub-raça de arquétipo azul, que vibra na nota tonal fá, a nota chave do Planeta Terra, por essa razão irá entrar com ele em completa sintonia vibratória, será uma raça que viverá em completa harmonia com o planeta e propiciará o desenvolvimento do corpo mental concreto do espírito planetário. Isso resultará na independência da Terra da supervisão do Planeta Vênus, seu irmão maior, para que nas futuras Sexta e Sétima Raças-Raízes, o espírito planetário terreno, com todos os seus veículos desenvolvidos possa chegar a um dos Logos Planetários integrado com seu irmão maior, o Logos Solar.

Muita Luz!

 As Sete Raças - Cadeias, Rondas e Sistemas  Artigo publicado no jornal Diário de São Paulo

Autor: SBE - Data: 18.02.1962 - 

Parte I

 "Desde os ensinamentos de Helena Petrovna Blavatsky sabemos que a Humanidade atual se situa na Quarta Cadeia, na Quarta Ronda, no Quarto Sistema Evolucional. É preciso ainda estarmos de pleno conhecimento que esses períodos de Cadeias, Rondas e Sistemas adotados pela Sabedoria Iniciática das Idades não abarcam exclusivamente as formas vivas que estamos acostumados a ver nos compêndios de Paleontologia. Essas divisões compreendem períodos imensamente maiores, atingindo épocas que somente agora a ciência começa a vislumbrar. Assim, tais formas, embora até hoje nem sequer suspeitadas pelos cientistas, não deixaram de constituir pegadas indeléveis no fantástico caminhar da Mônada. Há mais de sete lustros que o professor Henrique José de Souza, dirigente supremo da Sociedade Teosófica Brasileira (hoje SBE), através dos ensinamentos – verdadeiras revelações – vem procurando ministrar tais conhecimentos necessários à preparação da Humanidade para a Era de Aquárius, conhecimentos que a própria Helena Petrovna Blavatsky, notável autora de obras tão notáveis, não pôde em seu tempo divulgar, embora anunciasse a vinda de alguém no início do século XX, que teria o direito de fazer". (transcrito de trabalho publicado em "Dhâranâ", Órgão Oficial da Sociedade Teosófica Brasileira, nº 13 e 14, Janeiro a Junho de 1960).

O presente trabalho, por sua vez também calcado nos ensinamentos do nosso Venerável Mestre, tem por escopo reproduzir uma de suas magníficas lições, onde procuraremos abordar os fatos relacionados com as Sete Raças-Mães e respectivas Sub-Raças, agora que nos encontramos já na 5ª Sub-Raça da Quinta Raça-Mãe. 


A 1ª Raça-Mãe, Etérica ou "Filhos da Ioga",


 sob a regência do planeta Sol, denominada Adâmica, pertenceu ao que os geólogos denominam de Era Primitiva (sistemas Arqueano e Algonquiano). Habitou o Jambu Dwipa, hoje calota polar norte, segundo a denominação dada pelos Puranas, livro sagrado da Índia. Descendeu dos Pitris Barishads ou Progenitores Lunares sob a égide de Netuno. Não foi gerada fisicamente, mas formada pelo divino poder mental ou Kriya-Shakti, Filha dos deuses ou Elohim, enquanto mergulhados na meditação do Ioga, teria sido astral e traria o princípio espiritual Atmã, cego, como princípio interior, apresentando rudimentos do sentido auditivo e respondendo aos impactos do fogo. Sua aparência nada mais era do que formas (Bhutas) frustras, filamentosas, de cor prateada, sem sexo, formas quase protistas, que saíram do corpo sutil dos seus progenitores – os Elohim. Quase sem consciência, tanto podiam viver em pé, como caminhar, correr e voar. Assexuados, a reprodução, tal como nos protozoários, se fazia por cissiparidade (a princípio dividiam-se em duas partes iguais (metades). Mais tarde em partes desiguais, fazendo surgir descendentes menores que cresciam, por sua vez, e produziam, pelo mesmo processo outros descendentes). 

A 2ª Raça-Mãe, a Hiperbórea, da Era Primária, regida pelo Planeta Júpiter, que se teria desenvolvido entre os sistemas Cambriano e Siluriano, correspondendo ao continente Plaska Dwipa dos arquivos ocultos, ocupou o norte da Ásia, a Groenlândia, o Spitzberg, uma parte da Suécia, da Noruega e das Ilhas Britânicas. Era descendente dos Progenitores Solares ou Pitris Agnisvatas, sob a influência de Urano e ainda gerada pelo mesmo processo da Raça anterior. Possuía corpo etérico e trazia o princípio Búdico ou Intuição ligado a Atmã, juntando o sentido do tato ao da audição, respondendo aos impactos do ar e do fogo. Como a que lhe antecedeu, eram formas mal definidas, filo-arborescentes, com reflexos brilhantes, ígneas, de cor avermelhada, com tonalidades douradas, insinuando aspectos ora animais, ora quase humanos. Reproduziram-se, a princípio, como na primeira raça, ou seja, por cissiparidade, conforme os protozoários, para, numa segunda fase, chamarem-se "nascidos do suor", com vaga manifestação dos dois sexos, donde o apelido de andróginos latentes. Observamos então que, quanto ao aspecto, os "espíritos da natureza" construíram a esse tempo, em torno dos "Chayas", moléculas mais densas de matéria, formando uma espécie de escama exterior. Desse modo, o "Chaya" exterior da 1ª Raça passou a ser o interior da 2ª, para não dizer o seu "duplo etérico" – algo assim como se disséssemos que uma roupa nova foi vestida por cima da velha... Tais Raças-Mães, pela peculiar constituição de seus indivíduos, não eram fossilizáveis. Assim, jamais a Ciência poderia descobrir qualquer vestígio de antepassado "pitecóide do homem primitivo", simplesmente porque este possuía apenas um corpo etérico-astral (Chaya), ou seja, sem esqueleto.

 

A 3ª Raça-Mãe, a Lemuriana

habitou o terceiro continente, Shalmali Dwipa, que os geólogos conhecem por Gondwana e a geologia situa entre as Eras Primária e Secundária e nos sistemas Devoniano, Carbonífero, Permiano, Triássico (apogeu da Lemúria), Jurássico e mesmo Cretáceo. Surgiu pela modificação ocorrida com a emersão da imensa cadeia do Himalaia. Mais ao sul, os continentes se elevam, para leste, ao lado do Ceilão, da Austrália até a Tasmânia e a Ilha de Páscoa; para oeste, até Madagascar. Uma parte da África emerge igualmente. Dos continentes precedentes, a Lemúria conserva a Suécia, a Noruega e a Sibéria. A Atmã e Budhi, princípios já desenvolvidos nas duas Raças-Mães anteriores, infundiu-se o mental (ou Manas), por mérito dos Pitris Kumaras ou Luciferinos. Alcançou-se um estado de consciência que responde aos impactos do ar, do fogo e da água, formando o sentido da visão, acrescentando aos da audição e do tato das duas Raças anteriores. Os órgãos visuais desenvolveram-se durante a evolução da Raça Lemuriana. No começo era um olho só, no meio da fronte; mais tarde se formaram os dois olhos, porém, estes somente foram utilizados na Sétima Sub-Raça (entretanto, apenas na 4ª Raça-Mãe, chamada Atlante, é que eles se tornaram o órgão normal da visão, processando lentamente a interiorização do "olho central". Este passou a constituir a chamada glândula pineal, cujas funções e secreções os próprios endocrinólogos ainda desconhecem). Possuíam tais seres, além daquele olho frontal, mais dois orifícios na face: um, correspondendo às narinas e outro relacionado com a boca. É sob a égide dos Planetas Vênus e Marte que a 3ª Raça-Mãe obtém o mental, com o conseqüente desenvolvimento do cérebro e, de modo geral, o sistema nervoso da vida de relação.

O desenvolvimento do cérebro fez surgir o raciocínio e, portanto, o sentimento de Ahankara ou de egoidade (eu sou), permitindo que a "alma grupo", produto do trabalho dos Pitris das Raças anteriores, se individualizasse, surgindo as idiossincrasias, os obstáculos de toda sorte à evolução de cada homem, aparecendo na Terra o Bem e o Mal. 
Não possuíam intuição individual alguma: obedeciam estritamente e sem esforço a qualquer impulso provindo dos Reis Divinos, sob cujas ordens construíram "grandes cidades", monumentos e Templos Ciclópicos (seus fragmentos subsistem ainda na Ilha de Páscoa e em outros lugares do Globo). Durante a primeira e segunda Sub-Raças da 3ª Raça-Mãe ou Lemuriana, a linguagem consistiu, apenas, em gritos de dor e de prazer, de amor e ódio; na terceira Sub-Raça a linguagem tornou-se monossilábica. As formas humanas então existentes ainda se reproduziam como os "nascidos do suor", um dos três tipos principais de reprodução, igual aos das primeira e segunda Raças-Mães, nos seus primórdios; os sexos são, apenas na segunda Sub-Raça, desvendados e as criaturas nitidamente andróginas, tendo distintamente o tipo humano; posteriormente, como segundo tipo de reprodução, produziram-se hermafroditas bem desenvolvidos desde o nascimento e capazes de se moverem ao saírem do ovo. Suas formas serviram de veículos a uma Jerarquia de Seres, veladamente designados em muitas obras teosóficas como "Senhores de Vênus"... na verdade Barishads e Agnisvatas... por sua vez, veículos para a ação de Assuras e Kumaras... na transmissão do germe do "Mental Emocional" (Kama-Manas), do princípio já mencionado de egoidade (Ahankara) e (polarização de Prana) separação dos Sexos, sob a égide de Marte. Na 4ª Sub-Raça, um dos sexos começou a predominar sobre o outro e, pouco a pouco, começaram a sair do ovo, distintamente, machos e fêmeas; os filhos passaram a exigir mais cuidado e, nos fins desta Sub-Raça, eles já não podiam caminhar sozinhos ao sair do ovo.

 

  Na fase seguinte, ou seja, num terceiro tipo de reprodução, continuam nascidos do ovo (5ª, 6ª e 7ª Sub-Raças), porém, pouco a pouco, o ovo é retido no seio materno; nas 6ª e 7ª Sub-Raças, a reprodução sexual se torna universal e a gestação se processa intra-uterina. As paixões sexuais tornaram-se poderosas depois da separação dos sexos: alguns Agnisvatas e Barishads (Pitris Solares e Lunares) foram atraídos por elementos de classe inferior (menos evoluídos), com os quais produziram tipos também de pouco valor. Daí, o primeiro conflito entre os Pitris que ficaram puros e submissos às Leis da Divina Jerarquia e os que cederam ao prazer dos gozos sexuais. Os mais puros emigraram, pouco a pouco, para o Norte; os corrompidos foram para o Sul, Leste e Oeste, aliando-se aos grosseiros elementais, tornando-se adoradores da matéria, lançando o germe da "queda Atlante" posterior, de cuja Raça foram os pais.
 As imagens destes gigantescos lemurianos foram mais tarde adoradas nas 4ª e 5ª Raças, como Deuses e Heróis... e disto encontram-se vestígios na mitologia de todos os povos, principalmente dos gregos. 

Os aborígenes da Austrália e da Tasmânia provêm da 7ª Sub-Raça Lemuriana; os malaios, papuas, hotentotes e dravídicos do sul da Índia surgiram de uma mistura desta última Sub-Raça com as primeiras Sub-Raças Atlantes.

 Todas as raças nitidamente negras possuem ascendência Lemuriana. No decorrer dos tempos, o Continente Lemuriano teve de suportar numerosos cataclismos, conseqüentes de erupções vulcânicas e tremores de terra; uma enorme depressão começou na Noruega e o antigo continente desapareceu durante algum tempo sob as águas. Tendo surgido há cerca de 18.000.000 (dezoito milhões) de anos no Siluriano da Era Primária, foi quase totalmente destruído por uma grande convulsão vulcânica, na Era Terciária, cerca de 700.000 anos antes do Eoceno, não restando senão alguns destroços como a Austrália, Madagascar e as Ilhas de Páscoa. Em pleno desenvolvimento da Raça Lemuriana produziu-se uma extraordinária mudança de clima, que fez desaparecer os últimos vestígios da 2ª Raça-Mãe (hiperbórea), assim como os representantes dos primeiros tipos da 3ª Raça-Mãe. Da Raça Lemuriana são as estátuas que se encontram na Ilha de Páscoa e cuja altura variando de 34 a 16 metros, causam a mais viva admiração a arqueólogos e geólogos. As grandes fendas ou aberturas que se notam ainda, nos ciclópicos de várias partes do mundo, explicam a afirmativa de que os "Lemurianos eram de estatura gigantesca". Tais fendas ou aberturas não são mais do que "portas e janelas" de suas "residências". 
Todas as raça negras do globo possuem ascendência da raça Lemuriana, a terceira Raça Raiz.
Quando a Lemúria começou a submergir os povos desse continente migraram para outros, dentre esses a África, que foi palco onde se desenvolveu a raça negra. Chegando ao seu apogeu com os abissínio, os núbios e os egípcios.
A raça negra teve vasta abrangência e dominou regiões da África e do Caucaso chegando à Índia. Em tempos remotos, pré-históricos, os negros invadiram a região sul da Europa, sendo expulsos pelos brancos mas deixando marcas de horror que são representadas pelo diabo negro que os brancos criaram e pelo horror ao dragão, que era o emblema usado pelas raças negras.
A raça negra caracteristizava-se pela teocracia, muito evidenciada e estudada nos egípcios. Seus sacerdotes eram dotados de um saber supremo e guardavam segredos de uma ciência que até hoje não se sabe muita coisa sobre ela.
Os conhecimentos e as tradições dessa raça negra que dominou o mundo foram se apagando com os milhares de anos, tendo no Egito uma última representação.

Fonte: SILVA, W.W. da Matta [mestre Yapacani) Umbanda de todos nós. São Paulo: Ícone, 2007.pp. 78-90. - Mago da Luz


 

 

Parte II

  Na apresentação da primeira parte deste artigo, tivemos ocasião de salientar tratar-se de simples repetição de ensinamentos ministrados em nosso colégio Iniciático pelo Venerável Professor Henrique José de Souza, Dirigente Supremo da SOCIEDADE TEOSÓFICA BRASILEIRA (hoje SBE), dos quais nos temos aproveitado para transmitir, aos prezados leitores, as Revelações cíclicas atuais, relacionadas com o trabalho que cumpre à nossa Pátria realizar, por ser a região que irá servir para a Nova Civilização, a Nova Humanidade, da Era de Aquário ou do Avatara Mitra-Deva.

 

 Cumpre-se, então, a profecia daquela que foi denominada "Uma mártir do século XIX" e, na sua época, a detentora de conhecimentos que puderam ser transmitidos através das valorosas obras que publicou, destacando-se entre outras "Ísis sem véu" e "A Doutrina Secreta". Queremos referir-nos a Helena Petrovna Blavatsky, que à página 62 do Vol. I destas segunda obra ("Editorial Kler" – Argentina, 1957) vaticinou: "No século XX, algum discípulo melhor informado e com qualidades muito superiores, poderá ser enviado pelos Mestres da Sabedoria para dar provas definitivas e irrefutáveis de que existe uma Ciência chamada Gupta Vidya...". como a significar que mais uma volta seria dada na "Chave" dos conhecimentos do Sistema Esotérico.

Feito este intróito, damos prosseguimento ao trabalho sobre as SETE RAÇAS-MÃES, relatando o que mais se segue e ainda quanto à 3ª Raça ou Lemuriana que, como as anteriores e subsequentes, teve suas sete Sub-Raças.

Vemos, então, que "foi somente no decorrer desta terceira Raça que ocupou o vasto continente Lemuriano denominado de Shalmali, nas tradições esotéricas, e hoje desaparecido sob as águas do Pacífico, que a humanidade se apresentou mais densa e suas formas se aproximaram daquelas que hoje conhecemos". Isto porque, biologicamente falando, durante milhões de anos os organismos hermafroditas foram se aperfeiçoando, até chegar a uma fase em que os gametas (célula sexual, masculina ou feminina) não mais amadureciam simultaneamente no mesmo organismo. Com o decorrer dos milênios, um dos órgãos sexuais aborta por completo: o indivíduo passa a ser nitidamente masculino ou nitidamente feminino. Foi nos últimos dezoito milhões de anos, no Sistema Siluriano da Era Primária, conforme dissemos, que os Lêmures passaram a constituir uma raça dióica, isto é, com os sexos totalmente separados. Os homens eram de estatura descomunal (comparados com os das Raças que os sucederam), poderosos, pois necessitavam lutar contra animais gigantescos, afins com a evolução daquela época, cosmogônica e antropologicamente falando, como os megalossauros, pterodáctilos, diplodocos, dinossauros (répteis marinhos) etc.

A separação dos sexos, aliada à exacerbação dos sentidos, levou a humanidade a se desviar da Lei (aliás, segundo a Teosofia e o Ocultismo, os macacos antropóides são os últimos descendentes de cruzamento entre certa classe de homens inferiores e um tipo de animal parecido com a lontra, havido no fim desta 3ª Raça-Mãe, a Lemuriana).

Os cataclismos começaram, então, sua obra destruidora. Os fogos da terra e as estrelas do céus varreram do mundo o vasto continente, restando a Ilha Branca ou Paradêsa, descrita por Saint’Yves d’Alveydre, por Annie Besant e outros. Foi nela que se formou o primeiro núcleo da Grande Fraternidade Branca, também conhecida por Shuda Dharma Mandalam, como escudo defensor do mistério da Esfinge, cuja figura representa os quatro animais citados pelo grande vidente de Patmos, no Apocalipse, e que são: o Touro (ligado aos Barishads ou Progenitores Lunares); o Leão (relacionado com os Agnisvatas ou Progenitores Solares); a Águia (proveniente dos Assuras, da Cadeia de Saturno) e, finalmente, o Homem (expressando os Jivas, da Cadeia de Marte). Sendo ela, a Esfinge, andrógina, portanto, metade homem e metade mulher, representava também a quinta etapa a ser atingida, a do androginismo consciente.

A 4ª Raça-Mãe – Atlântida – surgiu após a destruição da Lemúria, quando o Sol deixara de brilhar sobre as cabeças da pequena fração que restou dos "nascidos do suor"; a duração da vida diminuiu e os homens passaram a conhecer a neve e a geada. A Atlântida ou Kusha Dwipa, das tradições dos Puranas (que em sânscrito significa literalmente "antigos", sendo legendas e narrações de sentido simbólico e alegórico, sobre os poderes e obras dos deuses) foi o Quarto Continente, a famosa Terra dos Butas ou dos Vermelhos, o País de Mu, que compreenderia a Índia, o Ceilão, a Birmânia e a Malásia ao sul; a oeste, a Pérsia, a Arábia, a Síria, a Abissínia, a bacia do Mediterrâneo, a Itália meridional e a Espanha. Da Escócia e da Irlanda, então emersas, estendia-se, a oeste, sobre o que atualmente se denomina de Oceano Atlântico e a maior parte das duas Américas.

A Raça Atlante foi governada pela Lua e Saturno. A prática da Magia Negra, sobretudo entre os Toltecas, predominou em consequência do emprego ilícito dos "raios obscuros da Lua". A Saturno se deve, em parte, o enorme desenvolvimento do Mental Concreto que se manifestou nesta Raça, possuindo estado de consciência de nível Kama-Manas ("Kama", vocábulo do sânscrito, significa: mau desejo, lascívia, luxúria, concupiscência, apego à existência, tendo ainda o sentido de apetite, paixão e tudo o que se relacione com as coisas materiais da vida).

Nesta Raça desenvolveu-se o sentido gustativo. A linguagem era aglutinante nas 3ª, 4ª e 5ª Sub-Raças, tornando-se com o tempo, inflexiva, e assim passando à 5ª Raça-Mãe (Ária).

 

Das Sub-Raças desta 4ª Raça-Mãe podemos citar:

 1) Romoahl povos pastores, que emigraram sob a direção dos Reis Divinos.

2) Tlavatli de cor amarela, civilização pacífica, sob a égide dos seus Instrutores e também dos Reis Divinos.

3) Toltecas de cor avermelhada (escura), belos, de estatura elevada, poderosa civilização e povo essencialmente guerreiro, civilizador e colonizador.

4) Turânios guerreiros e brutais, são designados nos antigos documentos hindus com o nome de Rakshasas.

5) Semitas povo turbulento e que deu nascimento (na 5ª Raça-Raiz) à raça judaica.

6) Acádios migradores, espalharam-se na bacia do Mediterrâneo, dando nascimento aos Pelasgos, Etruscos, Cartagineses e Citas (Seytas).

7) Mongóis procedentes dos Turânios, espalharam-se principalmente no norte da Ásia.

Uma grande parte dos habitantes da Terra é, ainda, vestígio dos Atlantes, compreendendo chineses, polinésios, húngaros, bascos e os índios das duas Américas.

 

Primeira Catástrofe de Atlândita

 A primeira catástrofe que sofreu a Atlântida, há 4 milhões de anos, despedaçou-a em sete grandes ilhas de tamanhos diversos, equiparáveis a sete continentes, trazendo para a superfície das águas a Escandinávia, grande parte da Europa meridional, o Egito, quase toda a África e parte da América do Norte, enquanto a Ásia setentrional afundava-se nas águas, separando, desse modo, a Atlântida da Terra Sagrada. Essa primeira catástrofe se deu nos meados do período Mioceno, ou seja, na Era Terciária, e uma das ilhas, verdadeiro continente por ser das maiores, compreendia o Norte da África até o Tirreno, o Iucatã e o Brasil, constituindo dilatado império, dividido em sete reinos, cada qual habitado por uma das sub-raças que a tradição designa pelos nomes já por nós mencionados, ou seja: Romoahl, Tlavatli, Toltecas, Turânios, Semitas, Acádios e Mongóis, as quais floresceram concomitantemente nos respectivos países, conforme se depreende dos textos bramânicos.

  Tais reinos eram governados, respectivamente, pelos descendentes dos sete primitivos filhos de Posseidonis e tinham por capitais as duas famosas e riquíssimas cidades conhecidas como a "Cidade das Portas de Ouro" e a "Cidade dos Telhados Resplandescentes". Esta última, sede fulgurante construída pelos Toltecas e Turânios, comandava a região hoje correspondente ao planalto que se estende pelos confins do Amazonas e Mato Grosso e se liga ao planalto de Goiás (vide trabalho publicado no órgão oficial da Sociedade Teosófica Brasileira, a Revista "Dhâranâ", nº 13-14 de janeiro a junho de 1960, sob o título "Brasília – Capital da Era de Aquarius").

  Uma segunda catástrofe que se deu há 200 mil anos, causou o desaparecimento das ilhas anteriores, restando da velha Atlântida apenas duas ilhas, uma setentrional denominada Ruta e outra meridional chamada Daitia. A América do Norte e a do Sul, ficaram separadas, o Egito submergido.

Uma terceira catástrofe ocorrida há mais de 75 mil anos fez desaparecer Daitia, ficando Ruta reduzida à Ilha de Posseidonis a que nos referimos, colocada no centro do Oceano Atlântico, transcrita por Platão no seu diálogo "Timeu e Crítias".

As demais terras do Globo tomaram mais ou menos as conformações que hoje lhes conhecemos, muito embora as ilhas Britânicas aparecessem ainda, ligadas à Europa, o mar Báltico não tivesse feito sua aparição e o deserto do Sahara continuasse um oceano.

 

Chegou finalmente o ano de 9564 antes de Cristo, o ano 6 do Kan e 11 Muluk do mês de Zac", segundo as expressões do Codex Troanus, escrito há 3.500 anos pelos Mayas do Yucatan, e, após tremendos tremores de terra que se prolongaram "até ao 13 Chuen" a Ilha Posseidonis, "o País de Mu foi sacrificado", desaparecendo para sempre no seio das águas, com seus 64.000.000 de habitantes. Esse Codex se acha atualmente no Museu Britânico e faz parte da magnífica coleção Le Plongeon.

 

  Outro manuscrito pertencente aos arquivos de um antigo templo lamaísta, de Lhassa, em língua caldaica, conta que há 2.000 anos antes de Cristo, "a estrela Baal caiu no lugar onde hoje só existe mar e céu e as dez cidades, com suas portas de Oiro e Templos transparentes tremeram e estremeceram, como se fossem as folhas de uma árvore sacudidas pela tormenta. Eis que uma nuvem de fogo e fumo se elevou dos palácios. Os gritos de horror lançados pela multidão, enchiam o ar. Todos buscavam refúgio nos Templos, nas cidadelas e o sábio Mu, o grande sacerdote apresentando-se, lhes falou:

Não vos predisse eu todas essas coisas?

Os homens e as mulheres cobertos de pedras preciosas e custosas vestes clamaram:

Mu, salva-nos !...

Ao que Mu replicou:

Morrereis com vossos escravos, vossas riquezas e de vossas cinzas surgirão outros povos. Se eles, porém, vos imitarem, esquecendo-se de que devem ser superiores, não pelo que adquirirem, mas pelo que oferecerem, a mesma sorte lhes caberá. O mais que posso fazer é morrer juntamente convosco.

As chamas e o fumo afogaram as últimas palavras de Mu que, de braço estendido para o Ocidente, desapareceu nas profundezas do Oceano, com os 64 milhões de habitantes do imenso continente."

Que poderemos dizer dessas duas tão antigas tradições existentes em lugares tão diferentes como sejam: uma na América Central, proveniente da civilização "Maya", cujo manuscrito se acha hoje, como dissemos, no Museu de Londres, e a outra, no extremo Oriente, tendo como documento comprobatório o manuscrito guardado em Lhassa, Capital do Tibete?

 

 

Parte III

Após a destruição da Atlântida, conforme descrição feita no trabalho anterior e que agora damos sequência, teve nascimento a 5ª Raça-Mãe, a Ária, há um milhão de anos, quando o Manu Vaivásvata escolheu na Sub-Raça Semítica (Atlante) as sementes que deveriam servir para dar continuidade à evolução da Mônada, conduzindo-as à Terra Sagrada Imperecível.

 Há perto de 850 mil anos uma primeira emigração atravessou os Himalaias, espalhando-se no norte da Índia, sob a regência de Buda-Mercúrio porque tinha por finalidade o desenvolvimento do intelecto (Manas).

A superfície do globo tendo passado por inúmeras transformações, emergiram, uma após outra, as partes dos nossos Continentes atuais que, por uma dessas "coincidências" interessantes são em número de cinco... tal como o número de ordem da Raça Ária, como 5ª Raça Raiz da presente Ronda.

Em linguagem oculta, estes Continentes têm o nome de Krauncha... que é também o nome de uma montanha do Himalaia.

 Após a grande catástrofe há 200 mil anos e que deixou isolada a Ilha de Posseidonis no meio do Atlântico, os cinco continentes atuais tomaram a forma que até hoje possuem. No decorrer dos tempos, nossos Continentes serão destruídos por tremores de terra, fogos vulcânicos e inundações, como outrora o foram a Lemúria e a Atlântida, já que a água e o fogo são os dois elementos destruidores, para não dizer, transformadores (e até purificadores) do nosso Planeta.

Tendo como estado de consciência "Manas" (Mental Superior), está nesta 5ª Raça-Mãe se processando o desenvolvimento do sentido olfativo, beneficiando-se, destarte, dos cinco sentidos.

 

Sub-Raça da 5ª Raça Raíz

A primeira Sub-Raça desta 5ª Raça-Raiz foi a Ário-hindu, que se estabeleceu há 850 mil anos ao norte da Índia. A sua religião foi o hinduísmo primitivo: Leis do Manu, Manava Dharma Shasta, Leis de Castas.

 

A segunda, Ário-Semítica ou Caldáica, atravessando o Afeganistão espalhou-se pelas planícies do Eufrates e na Síria. A sua religião foi o Sabeísmo.

 

Irânica foi a terceira Sub-Raça, conduzida pelo primeiro Zoroastro, estabeleceu-se na Pérsia e daí para a Arábia e o Egito, com o culto do "Fogo" e da "Pureza", sendo que a alquimia predominou nessa Sub-Raça.

 

A quarta foi a Céltica, conduzida por Orfeu, espalhando-se pela Grécia, Itália, França, Irlanda e Escócia. Distinguiu-se em todas as linhas artísticas.

A quinta, a Teutônica, emigrou da Europa Central, disseminando-se por todas as partes do mundo contemporâneo.

E as 6ª e 7ª Sub-Raças? De acordo com os ensinamentos ministrados em nosso Colégio Iniciático, caberá a este Continente – especialmente o Brasil – ser a região onde se processará o desenvolvimento que possibilitará à humanidade atingir o estado de consciência na escala evolucional. Neste sentido vem a STB (hoje SBE) trabalhando, pouco importa a distância que ainda esteja de nossos dias o fim daquelas duas últimas Sub-Raças, isto é, as 6ª e 7ª.

 

 Devemos esclarecer que já existem Seres trabalhando na face da Terra para coisa mais longínqua ainda que é o futuro Sistema. As Sub-Raças finais, de todas as Raças-Mães, se sucedem quase... e quanto mais para o fim da Ronda, tal fenômeno se fará com maior rapidez, por isso mesmo, interpenetrando-se umas nas outras, a partir do seu número de ordem.

E como a Raça atual ou Ária (no momento vivendo o ramo ou família final de sua 5ª Sub-Raça) seja a 5ª Raça-Raiz, como se viu, faltam ainda duas Raças-Raízes – a 6ª e a 7ª, cada uma delas com as respectivas sete Sub-Raças – para completar a presente Ronda.

 

A 6ª Raça-Raiz desenvolverá o Princípio Búdico (ou da Intuição) que se ligará ao de Manas já existente e em pleno desenvolvimento na 5ª atual (Ária) e a 7ª realizará o Princípio Átmico, ligado aos dois anteriores (Búdico-Manas), por isso mesmo realizando a vitória da Tríade Superior na matéria.

Como se viu, as três primeiras Raças-Raízes (Mães) tiveram esses mesmos "estados de consciência, mas no sentido involutivo" ou da descida do Espírito (Purusha) na Matéria (Prakriti), isto é, Atmã, Budi e Manas. Depois da "Equilibrante" (onde funcionou o intermediário, isto é, o Mental Inferior ou Kama-Manas), ou seja, a Atlante, a ordem foi inversa: Manas (da atual ou 5ª), Budi (para a 6ª) e Atmã (para a 7ª); e isso de acordo com os "arcos ascendentes e descendentes" da evolução: os chamados Períodos de Pravritti-Marga e Nivritti-Marga.

 É provável que os Continentes dessas duas Raças finalizantes da Ronda sejam os mesmos da Lemúria e Atlântida, porém em tal época, completamente redimidos do mau Karma de seu longínquo passado. Segundo as tradições purânicas, seus nomes ocultos são: Shaka, para o 6º Continente, cujo significado é "Força e Poder" e Puskara para o 7º Continente, que significa "Loto", algo assim como se quisessem dizer que em tal época a humanidade atingirá o "Loto de Mil Pétalas", ou seja, o mais elevado grau de consciência que se pode alcançar na Terra: o Sétimo.

Fonte: http://www.eubiose.com/petro/index.htm

  Fonte: http://www.magodaluz.com.br/artigos/sete_racas.htm




As Sete Raças-Raízes

 

Como percebemos ao lermos As Sete Rondas Planetárias, a Evolução de uma Alma-Planetária, ou seja, o conjunto de todas as Essências espirituais que se manifestam em um planeta, é de certa maneira semelhante à Evolução de um indivíduo. Uma alma individual se reencarna, passa de um corpo a outro. A Alma-Planetária passa de um planeta a outro de acordo com Leis pré-determinadas pelos Deuses siderais.

 

E como se processa a Evolução de uma humanidade em um planeta? Como a da Terra, por exemplo?

 

Uma humanidade planetária nasce, evolui e se desenvolve, evoluindo e involuindo em sete etapas planetárias definidas com grande precisão matemática. Essas sete etapas são didaticamente chamadas de Sete Raças-Raízes, ou Raças Planetárias.

 

A humanidade que evoluiu e involuiu na antiga Terra-Lua, ou Terra-Selene (e todos os seus outros Reinos da Natureza), reencarnou-se no planeta Terra e deverá evoluir e involuir, formando ao todo sete Raças, as quais são, sob o ponto de vista teosófico e gnóstico:

 

PRIMEIRA RAÇA-RAIZ OU PROTOPLASMÁTICA

Habitou o que hoje conhecemos como a Calota Polar Norte, a Terra de Asgard, citada em antiquíssimas tradições como a distante Thule paradisíaca, a Ilha de Cristal.

 

A Raça Polar (como também é chamada esta poderosa Raça) se desenvolveu em um ambiente totalmente distinto ao atual. Naquela época a Terra era propriamente semi-etérica, semifísica, las montanhas conservavam sua transparência e a Terra toda resplandecia gloriosamente com uma belíssima color azul-etérica intensa.

 

Produto maravilhoso de incessantes evoluções e transformações que outrora se iniciaram desde o estado germinal primitivo, a 1ª Raça surgiu das dimensões superiores completa y perfecta.

 

Inquestionavelmente a 1ª Raça jamais possuiu elementos rudimentares nem fogos incipientes. Para o bem da Grande Causa, lançaremos em forma enfática o seguinte enunciado: "Antes que a 1ª Raça humana saísse da quarta coordenada para se fazer viível e tangível no mundo tridimensional, esta teve que gestar-se completamente dentro do Jagad-Yoni, a "matriz do mundo".

 

Extraordinária humanidade primogênia, andróginos sublimes totalmente divinos, seres inefáveis mais além do bemn e do mal.

 

Protótipos de perfeição eterna para todos os tempos, seres excelentes semifísicos, semi-etéricos, com corpos protoplasmáticos indestrutíveis de bela cor negra, elásticos y dúcteis, capazes de flutuar na atmosfera.

 

Com o material plástico y etéreo desta Terra primigênia foram construídos cidades, palácios e templos grandiosos. Resultam interessantíssimos os Rituais Cósmicos desta época. A construção do Templo era perfecta. En las vestiduras se combinavam as cores branca e preta para representar a luta entre o espírito e a matéria. Os símbolos e objetos de trabalho eram usados invertidos para representar o Drama que se projeta nos siglos: o descenso do espírito até a matéria. A vida estava até agora materializando-se e deveria a isso dar-se uma expressão simbólica. Sua escritura gráfica foram os caracteres rúnicos, de grande poder esotérico.

 

É ostensível que todos esses seres ingentes eram os fogos sagrados personificados dos poderes mais ocultos da Natureza.

 

Essa foi a Idade o fissiparismo, aquelas criaturas se reproduziam mediante o ato sexual fissíparo, "segundo se tem visto na divisão da célula nucleada, onde o núcleo se divide en dos subnúcleos, os quais se multiplicam como entidades independentes".

 

Naqueles seres andróginos (elementos masculino y femenino perfectamente integrados) a energia sexual operava em forma diferente à atual, e em determinado momento o organismo original do pai-mãe se dividia em duas metades exatas, multiplicando-se para o exterior como entidades independentes, processo similar à multiplicação por bipartição ou divisão celular. O filho andrógino sustentava-se por um tempo de seu pai-mãe. Cada um desses acontecimentos da reprodução original, primeva, era celebrado com rituais e festas.

 

Inquestionavelmente, a Ilha Sagrada, morada do primeiro homem do último mortal divino, ainda existe na quarta dimensão como insólita morada dos Filhos do Crepúsculo, Pais Preceptores da humanidade.

 

Terra do amanhecer, mansão imperecedoura, celeste paraíso de clima primaveral por ali, nos mares ignotos do Polo Norte.

 

Magnífico luzeiro no Setentrião, esse Éden da quarta coordenada, continente firme em meio ao grande oceano.

 

"Nem por terra nem por mar se consegue chegar à Terra Sagrada", repete veementemente a tradição helênica.

"Só o vôo do espírito pode conduzir a ela", dizem com grande solenidade os velhos sábios do mundo oriental.

 

SEGUNDA RAÇA-RAIZ, OU HIPERBÓREA

Esta raça apareceu no cenário terrestre como resultado das incessantes transformaçoes que, através do tempo a 1ª Gran Raça Raíz experimentou. Habitou as regiões boreais que como ferradura continental circundam a Calota Polar Norte, ocupando o atual norte da Ásia, Groenlândia, Suécia, Noruega etc., estendendo-se até as Ilhas Britânicas.

 

Essa foi uma época de variadíssimas mutações na Natureza. Grande diversidade de espécies foi gestada no tubo de ensaio da Natureza, cujos 3 Reinos ainda não estavam de todo diferenciadas. O clima era tropical e a terra coberta de grande vegetação.

 

O ser humano continuava sendo andrógino, reproduzindo-se por brotação, sistema que continua ativo nos vegetais.

 

És impossível encontrar-se restos das primeiras Raças primevas porque a Terra estava constituída de protomatéria, semi-etérica, semifísica. Só nas Memórias da Natureza os grandes clarividentes podem estudar a história dessas Raças.

 

TERCEIRA RAÇA-RAIZ, OU LEMÚRICA

Dessa segunda classe de andróginos divinos procedeu-se por sua vez a terceira Raça-raiz, os Duplos, gigantes hermafroditas, colossais, imponentes. A civilização lemúrica floresceu maravilhosa no Continente Mu o Lemúria, vulcânica terra no Oceano Pacífico.

 

O planeta chegou a um alto grau de materialidade, próprio desta Ronda físico-química. Como todas as formas de então existentes na Terra, o homem era de estatura gigantesca.

 

A reprodução era por geração ovípara, produzindo como seres hermafroditas, e mais tarde, com o predomínio de um só sexo, até que por fim nasceram nasceram do ovo machos e fêmeas. Na quinta sub-raça, começa o ovo a queda e retida no seio materno, e a criatura nasce débil e desvalida. Por último, na sexta e sétima sub-raças já é geral a geração por ajuntamento de sexos.

 

A reprodução sexual se fazia então sob a direção dos Kummaras, seres divinais que regiam os templos. Porém, na segunda metade do período lemúrico, começaram a fornicar, ou seja, a desperdiçar o esperma sagrado, ainda que tão-só o faziam para dar continuação da espécie. Então, os Deuses castigam a humanidade pecadora (Adão-Eva), expulsando-os para fora do Éden paradisíaco, a Terra Prometida, onde os rios de água pura de vida manam leite e mel.

 

O ser humano se expressava na Linguagem Universal, o seu Verbo tendo poder sobre o fogo, o ar, a água e a terra. Podia perceber a aura dos mundos no espaço infinito, e dispunha de maravilhosas faculdades espirituais que foi perdendo, como conseqüência do Pecado Original.

 

Esta foi uma época de instabilidade na superfície terrestre, devido à constante formação de vulcõs e de novas terras. Ao final, através de 10 mil anos de gigantescos terremotos e maremotos, o gigantesco continente Mu foi-se desmembrando e fundindo-se nas ondas do Oceano Pacífico. Encontramos seus vestígios na Ilha da Páscoa, Austrália, a Oceania etc.

 

"Muto se tem discutido sobre o Paraíso Terrenal".

 

"Realmente, esse Paraíso existiu e foi o continente da Lemúria, situado no Oceano Pacífico. Essa foi a primeira terra seca que houve no mundo. A temperatura era extremadamente quente."

 

"O intensíssimo calor e o vapor das águas nublavam a atmosfera e os homens respiravam por guelras, como os peixes."

 

"Os Homens da época Polar e da época Hiperbórea e princípios da época Lemúrica eran hermafroditas e se reproduziam como se reproduzem os micróbios hermafroditas. Nos primeiros tempos da Lemúria, a espécie humana quase não se distinguia das espécies animais; porém, através de 150 mil anos de evolução os lemures chegaram a um grau de civilização tão grandiosa que nós, os Ários, estamos ainda muito distantes de alcançar.

 

Essa era a Idade de Ouro, essa era a idade dos Titãs. Esses foram os tempos deliciosos da Arcádia. Os tempos em que não existia o meu nem o teu, porque tudo era de todos. Esses foram os tempos em que os rios manavam leite e mel.

 

A imaginação dos homens era um espelho inefável onde se refletia solenemente o panorama dos céus estrelados de Urânia. O homem sabia que sua vida era vida dos Deuses, e ele que sabia dedilhar a Lira estremecia os âmbitos divinos com suas deliciosas melodias. O artista que manejava o cinzel se inspirava na sabedoria eterna e dava a suas delicadas esculturas a terrível majestade de Deus.

 

Oh! A Época dos Titãs, a época em que os rios manavam leite e mel...

 

Os lemures foram de grande estatura e tinham ampla fronte, usavam simbólicas túnicas, branca à frente e preta atrás, tivera, naves voadoras e aparelhos propulsionados a energia atômica, iluminavam-se com energia atômica, e chegaram a um altíssimo grau de cultura. (Em nosso livro O Matrimônio Perfeito falamos amplamente sobre este particular.)

 

Esses eram os tempos da Arcádia: o homem sabia escutar, nas sete vogais da Natureza, a voz dos Deuses, e essas sete vogais (I.E.O.U.A.M.S.) ressoavam no corpo dos lemures, com toda a música inefável dos compassados Ritmos do Fogo.

 

"O corpo dos lemurianos era uma harpa milagrosa onde soavam as sete vogais da Natureza com essa tremenda euforia do Cosmos.

 

Quando chegava a noite, todos os seres humanos adormeciam como inocentes criaturas no seio da Mãe Natureza, afagados pelo canto dulcíssimo e comovedor dos Deuses, e quando a aurora raiava, o Sol trazia diáfanas alegrias e não tenebrosas penas."

 

"Os casais da Arcádia eram matrimônios gnósticos. O homem só efetuava o conúbio sexual sob as ordens dos Elohim, e como num sacrifício no Altar do matrimônio para brindar corpos às almas que necessitavam reencarnar-se. Desconhecia-se por completo a fornicação e não existia a dor no parto.

 

Através de muitos milhares de anos de constantes terremotos e erupções vulcânicas, a Lemúria foi fundindo-se nas embravecidas ondas do Pacífico. Em tempo surgia do fundo do oceano o Continente Atlante."

 

QUARTA RAÇA-RAIZ, OU ATLANTE

Depois que a humanidade hermafrodita se dividiu em sexos opostos, transformados pela Natureza em máquinas portadoras de criaturas, surgiu a quarta Raça-Raíz sobre o geológico cenário atlante localizado no oceano que leva seu nome.

 

Foi engendrada pela terceira Raça há uns 8 milhões de anos, cujo fim o Manu da quarta Raça escolheu dentre a anterior os tipos mais adequados, a quem conduziu à imperecedoura Terra Sagrada para livrá-los do cataclismo lemuriano.

 

A Atlântida ocupava quase toda a área atualmente coberta pela parte setentrional do Oceano Atlântico, chegando pelo NE até a Escócia, pelo NO até o Labrador e cobrindo pelo Sul a maior parte do Brasil.

 

Os atlantes - de estatura superior à actual - possuíram uma alta tecnologia, a que combinaram com a magia, porém, ao final degeneraram e foram destruídos.

H. P. Blavatsky, referindo-se à Atlântida, diz textualmente em suas estâncias antropológicas:

"Construíram templos para o corpo humano, renderam culto a homens e mulheres. Então, cessou de fundionar o terceiro olho (o olho da intuição e da dupla visão). Construíram enormes cidades, lavrando suas próprias imagens segundo seu tamanho e semelhança, e as adoraram..."

"Fogos internos já haviam destruído a terra de seus pais (la Lemúria) e a água ameaçava a Quarta Raça (a Atlântida).

Sucessivos cataclismos acabaram com a Atlântida, cujo final foi reconsttuído em todas as tradições antigas como o Dilúvio Universal.

 

A época de submersão da Atlântida foi realmente uma era de câmbios geológicos. Emergiram do seio profundo dos mares outras terras firmes que formaram novas ilhas e novos continentes.

 

QUINTA RAÇA-RAIZ, O ÁRIA

Já há 1 milhão de anos que o Manu Vaivasvata (o Noé bíblico) selecionou de entre a sub-Raça proto-semítica da Raça Atlante as sementes da quinta Raça-Mãe e as conduziu à imperecedoura Terra Sagrada. Idae após idade foi modelando o núcleo da humanidade futura. Aqueles que lograram cristalizar as virtudes da alma acompanharam o Manu em seu êxodo à Ásia Central, onde morou por longo tempo, fixando alli a residência da Raça, cujos galhos haveriam de ramificar-se em diversa direções.

 

Eis agora as sete sub-raças ou galhos do tronco ário-atlante:

 

A primeira sub-raça se desenvolveu no Planalto Central da Ásia, de forma mais concreta na região do Tibet, e teve uma poderosa civilização esotérica.

 

A segunda sub-raça floresceu no sul da Ásia, na época pré-védica, e então foi conhecida a sabedoria dos Rishis do Hindustão, os esplendores do antigo Império Chinês etc.

 

A terceira sub-raçase desenvolveu maravilhosamente no Egito (de direta ascendência atlante), Pérsia, Caldéia etc.

 

A Quarta sub-raça resplandeceu com as civilizações da Grécia e de Roma.

 

A Quinta foi perfeitamente manifestada com Alemanha, Inglaterra e outros países.

 

A Sexta resultou da mescla dos espanhóis com as raças autóctones da Indoamérica.

 

A sétima está perfeitamente manifestada no resultado de todas essas mesclas de diversas raças, tal como hoje o podemos evidenciar no território dos Estados Unidos.

 

Nossa atual Raça terminará com um grande cataclismo. A Sexta Raça (Raça Koradhi) viverá em uma Terra transformada (a Quinta Ronda, ou Etérica; veja o texto sobre as Rondas Planetárias) e a sétima será a última. Depois dessas Sete Raças, a Terra se converterá em uma nova lua.

http://www.gnosisonline.org/Antropologia/as-7-racas-raizes.php

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