Hercólubus de Novo?

 Betelgeuse - Vai haver Dois Sóis em 2012?

Betelgeuse: o segundo Sol em 2012
Hercólubus (a mesma coisa que Segundo Sol, Planeta X, Nêmesis) é uma Estrela Anã (*)
O Hercólubus não pode ser visto porque é um Sol Negro.
Primeira coisa, vocês confundem Nibiru com Hercólubus.


Várias agências noticiosas, como a Sábado ou a TVI24, deram, na semana passada, destaque à possibilidade da estrela Betelgeuse explodir no próximo ano (sim, 2012 outra vez) transformando-se numa supernova. Mas o mais incrível é que noticiam que esta explosão criaria uma luz tão brilhante no nosso céu que se tornaria num segundo Sol. Esta notícia parece ter chegado a muito gente, ao ponto de já ser contada como se fosse acontecer na semana que vêm e que, em resultado disto, ficaria de dia nos Açores durante 2 semanas. Foi assim que a notícia chegou aos nossos ouvidos, por alguém que se dirigiu
 a nós para dissipar o seu receio.

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Mas, mais uma vez,
os media internacionais pegaram em mais um acontecimento astronómico e exageraram. Aproveitando a especulação imaginária do fim do mundo em 2012, que vende muitos bilhetes de cinema e muitos jornais, muitos sites da internet e até “publicações prestigiadas”, prometem este acontecimento para o ano que vem, como se de um pronúncio se tratasse. Isto levou a um berburinho assustado por parte da maioria dos curiosos em astronomia, gerando perguntas acerca dum acontecimento que está longe do que os astrónomos indicaram. Ficam as perguntas:
1 – Vai explodir uma estrela para o ano que vem?
2 – Vai ser tão brilhante como o sol, deixando as horas nocturnas iluminadas?
3 – Estando tão perto da Terra, provocará problemas ao nosso planeta, podendo mesmo por em causa a nossa existência?

As respostas são mais simples do que parecem e deixam, imediatamente, especulações e profecias de parte:

1- Realmente, a Super Gigante vermelha Betelgeuse, da constelação de Orionte, está no ciclo final de vida e, conforme os cálculos dos cientistas, esta poderá explodir como Supernova a qualquer momento. Mas, a qualquer momento, em termos astronómicos, pode significar um ano como um milhão de anos. No entanto, parece pouco provável que seja já amanhã ou no ano que se segue.

2 - Não será tão brilhante como o Sol, mas criará uma luz intensa no céu que será brilhante à noite como uma Lua em quarto crescente e, consequentemente, observável durante o dia.

3 - Sendo uma estrela que até está perto da Terra (a cerca de 640 mil anos-luz), garantirá um espectáculo imperdível, tornando-se num fenómeno único no nosso céu. Mas a Supernova, na pior das hipóteses, iria trazer à Terra “partículas inofensivas, que em nada nos devem preocupar”. Dr. Brad Carter, professor de Física na Universidade de Southern Queensland, da Austrália, refere que “99% da energia da Supernova seria libertada nestas partículas que atingiriam a Terra sem causar qualquer dano...”.

Na opinião da maioria dos Físicos e Astrofísicos, não devemos dar atenção à especulação de alguns teoristas da desgraça e, mais do que ver este fenómeno como algo de negativo, deveriamos estar ansiosos por ter a oportunidade de poder observar um fenómeno destes durante a nossa vida.
http://ccrg-oasa.blogspot.com.br/2011/02/vai-haver-dois-sois-em-2012.html 

HERCÓLUBUS

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Tanto os lemurianos quanto os atlântes o chamavam de Estrela Baal, o rei do terror, alguns o chamam de Planeta Vermelho, outros de Gigante Aterrador, etc. Seu nome científico é Estrela Bernard-1. Esotericamente chamamos este planeta de Hercólubus. A Ciência possui informações detalhadas sobre esta ameaça, e já estamos começando a sentir as primeiras transformações em nosso planeta ,devido a sua gigantesca força magnética.  Obviamente com a chegada de Hercólubus teremos uma catástrofe mundial, “Ao falar assim sei que muitos de vocês oferecem resistência, secretamente riem, mas está escrito: aquele que ri do que desconhece está a caminho da idiotice. Assim, pois, preparemo-nos”.

Por estudioso de diferentes áreas: de espíritas e outros místicos esotéricos até astrofísicos, o orbe do sinistro, portador da destruição é conhecido por diferentes nomes: Hercólubus, Planeta X, Planeta Vermelho, Nibiru, Planeta Purificador , Intruso, planeta Chupão, etc. e, mais recentemente, foi associado ao asteróide Apophis [ver adiante]. Embora não se possa, ainda, garantir de forma absoluta que se trata do mesmo astro [e, muito possivelmente, não é] e seja qual for o nome que lhe for atribuído, o efeito deste 'encontro celestial' será o mesmo: o Fim do Mundo! ao menos, deste 'mundo', significando desta Humanidade ou da Civilização atual.nibiru

-Os povos antigos conheciam sua existência e eventual aproximação e interferência na raça humana da Terra. Os antigos o batizaram como O Destruidor (egípcios), O Espantador e O Apavorante (celtas), Nibíru (sumérios e babilônios) e Absinto (cabalistas).


- Contra-Ponto:

Alguns afirmam categoricamente que o planeta Hercólubus está se aproximando e muito em breve se chocará com a Terra.

Esclarecendo:

É muito importante informar que Hercólubus não existe, sendo imaginação ou delírio de um escritor místico.

O que existe é a estrela de Bernard, da qual supostamente Hercólubus giraria ao redor. Até agora nenhum astrônomo viu, fotografou ou filmou Hercólubus.

Devido a estrela de Barnard, na constelação de Ofiúco, realmente seguir em direção à Terra, criou-se a picaretagem de que Hercólubus está implacavelmente vindo em nossa direção e irá nos transformar em cinzas.

Naturalmente, existe a possibilidade de que planetas girem ao redor de Barnard, mas até agora, ao menos cientificamente, não há nenhuma comprovação disso.

A estrela de Barnard situa-se a 5.5 anos-luz de distância e se aproxima da Terra a 140 km/s. Um simples cálculo mostra que, com essa velocidade, irá alcançar nosso planeta em aproximadamene 13 mil anos, mas é fundamental deixar muito claro que Barnard (e não Hercólubus) não irá se chocar com a Terra .

Estimativas confiáveis indicam que Barnard deverá passar a pelo menos 1.1 ano-luz de distância, não causando nenhuma anomalia aqui na Terra. Isso daqui a 13 mil anos.

http://www.espiritualismo.hostmach.com.br/fim_do_mundo.htm

 O Hercólubus, de novo nibiru15

Para quem não acreditava que o planeta Hercólubus é uma terrível verdade e que este corpo celeste está sendo vigiado constantemente pelos observatórios astronômicos do mundo, a minha sugestão é que continue não acreditando, porque nenhum objeto como ele está entrando no Sistema Solar, nenhum astrônomo o viu e ninguém o fotografou nem filmou até este momento. Em resumo, o Hercólubus não existe, nos termos que tenho lido em inúmeras páginas da Web e em alguns livrinhos muito vendidos por aí.

 

Sem querer ofender a turma que prefere dar interpretações mágicas para o mundo físico, eu posso assegurar a todos que a interpretação científica é bem mais "pé no chão", além de funcionar melhor. No meu modo mecanicista de perceber os fenômenos que ocorrem no Universo, típico de um engenheiro, os eventos macroscópicos seguem leis matemáticas, que funcionam automaticamente. Se, por exemplo, eu deixar cair uma pedra de uma altura conhecida, dentro de um tubo fechado e sem ar, vou ver sua velocidade aumentar de zero até um valor bem determinado, que pode ser previsto muito antes que a pedra seja largada. O tempo necessário para que ela chegue ao fim de sua trajetória vertical também pode ser calculado com incrível precisão, tudo pelo uso de fórmulas matemáticas simples que são uma conquista da Física. Esse fenômeno de queda livre, repetido trilhões de vezes, ocorrerá sempre da mesma maneira, pouco importando se Marte está em conjunção com Urano em Capricórnio, ou que digam o contrário as cartas retiradas de um baralho estranho, as conchas do mar lançadas aleatoriamente sobre uma mesa, as bolas de cristal ou as linhas das mãos de alguém.

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A Física prevê, de modo confiável, o comportamento dos objetos em movimento, submetidos ou não a campos de força. Podemos testar as teorias nos laboratórios, mas, na Natureza, através dos corpos celestes, percebemos a exatidão das previsões científicas quando vemos na prática a confirmação dos resultados de cálculos de eclipses, conjunções, ocultações, trânsitos e até mesmo de impactos cósmicos entre astros. Quando os cientistas enviam sondas aos planetas, eles as colocam nas órbitas ou as fazem pousar com perfeição nos locais escolhidos. A Ciência, então, funciona. 

Ao ler uma página da Web que "confirma" a existência do Hercólubus, percebi logo um grande erro. As fotos e a animação pertencem à Estrela de Barnard, uma das mais próximas do Sistema Solar. Os astrônomos sabem que ela está se aproximando, mas também sabem que NÃO está vindo em nossa direção, como a própria animação prova (você notou isso ou o medo bloqueou a parte lógica da sua mente?). Isto significa que a trajetória dela passa muito longe e resultará em uma aproximação seguida por um afastamento. Não haverá colisão nem redução da distância ao ponto de interferir com qualquer coisa aqui na Terra. Isto é garantido, com toda a certeza.

Não importa, para a questão aqui apresentada, se as previsões baseadas em astrologia, numerologia, runas, tarot, búzios, bolas de cristal, profecias, sonhos premonitórios e coisas semelhantes funcionam ou não em outras áreas. O fato é que essas abordagens não são indicadas para nos dizer a posição futura de um astro que supostamente se aproxima de nós. Somente a Física pode fazê-lo. Então, melhor será para todos se usarmos o que a Ciência diz sobre o comportamento dos corpos em movimento. Em resumo, de modo simplificado, se soubermos a distância de um astro à Terra e a sua velocidade de aproximação, seremos capazes de descobrir em quanto tempo ele chegará aqui. Façamos os cálculos.

A Estrela de Barnard está hoje a 5,97 anos-luz de nós. A velocidade de aproximação é de 140 km/s, que parece assustadora, não é mesmo? Muito bem. Supondo-se que esse astro estivesse vindo exatamente em nossa direção à velocidade da luz (quase 300 mil km/s), seríamos fatalmente evaporados em 5,97 anos. Mas a velocidade de 140 km/s é cerca de 2141 vezes menor do que a da luz. Assim, o tempo que a Estrela de Barnard levaria para nos fritar seria 2141 vezes maior do que os 5,97 anos. Isso dá uns 12782 anos, por baixo. É melhor escrever por extenso: DOZE MIL SETECENTOS E OITENTA E DOIS ANOS!!!!! Portanto, se você perde o seu tempo se preocupando com a chegada dessa estrela, é porque você espera viver mais do que isso e não se conforma em ter a sua vida ceifada tão cedo pelo terrível astro que nem vem em sua direção. Você não acha essa atitude um pouquinho paranóica?

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Já sei que vão dizer que o enorme objeto será desviado e acelerado por Deus a uma velocidade maior que a da luz, para chegar aqui no mês que vem. Então, vou me antecipar. Se Deus pode fazer isso, seria mais fácil Ele torrar a Terra pela Sua própria vontade. Por que atuar indiretamente, utilizando um astro vingador que viola todas as leis da Física? Também não seria mais justo separar o joio do trigo, para eliminar somente os maus? Ou alguém neste mundo acredita em catástrofe cósmica global seletiva? Não se iluda. Se um grande objeto atingir a Terra, nós todos estaremos ferrados, mocinhos e bandidos, inocentes e culpados, santos e pecadores. De nada adiantará ficar cantando palavras mágicas para escapar com vida.

Eu acho melhor essa turma parar de procurar chifre em cavalo e de ainda envolver os astrônomos na estória, para dar credibilidade ao que não existe. Se alguns estão com medo, que fiquem com medo sozinhos, porque nós já não agüentamos mais receber mensagens de pessoas apavoradas.

Roberto F. Silvestre

Leia também outro texto sobre Um Protesto a favor de  hercólubus em: http://www.silvestre.eng.br/astronomia/polemicas/esoterico/

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Fim do mundo em 2012?! 

Será que algo vai mudar em 21 de dezembro de 2012? Uns dizem que será o fim do mundo, outros apontam para uma reviravolta que modificará radicalmente nossas vidas, talvez até para melhor, mas não sem que antes atravessemos um período de imensas dificuldades. Quais são as evidências científicas que nos fazem acreditar que alterações drásticas estejam para acontecer no mundo? É o que veremos.

 

Nossa sociedade é um castelo de cartas. Tudo se tornou tão imensamente interdependente que nos colocou numa situação de perigosa fragilidade. É claro que muita gente nem quer saber de pensar nisso, pois se dedica a curtir sua existência no alucinado jogo de competir com outras pessoas, de subir (?!) na vida e de comprar cada vez mais. Muito bom para o sistema, mas ruim para nossos corações e mentes e também para a Terra.

 

Minha obrigação é dizer que este mundo está mesmo para acabar. Só que o mundo a que me refiro não é nosso planeta físico, com montanhas, oceanos, rios, lagos, geleiras, nem mesmo a vida que ele abriga, porque ela, dentro de certos limites, se recupera com o tempo. O que está fatalmente condenado é nosso modo de viver, tal o tamanho da estupidez associada a ele. Em breve não haverá mais como mantermos essa atitude irracional de tratar a Terra como se ela fosse um reservatório infinito de recursos naturais a serem cada vez mais rapidamente transformados em bens de consumo que duram cada vez menos. Esta festa vai acabar e eu prefiro não estar aqui para ver seu resultado.

 

Estamos matando a Terra, o que é o mesmo que puxarmos o tapete que está embaixo de nossos pés. Como não existe outro planeta facilmente disponível a nós, se este se tornar sujo, envenenado, queimado, gelado, seco, inundado, estaremos ferrados, para não dizer pior. Estas coisas é que deveriam nos assustar. Alguns grupos de pessoas sensíveis já perceberam que algo não vai bem e estão procurando por formas alternativas de sobrevivência que incluam o respeito ao meio ambiente, mas a maioria continua participando da grande festa.

 

É possível que um sentimento de culpa pela conivência com o sistema esteja aos poucos invadindo as pessoas e as levando ao medo que notadamente tem se espalhado pelos meios de comunicação. É como se percebêssemos no íntimo que a hora do acerto de contas pelos nossos crimes estivesse para chegar. É bom que isso aconteça, porque pode provocar mudanças importantes a tempo de evitarmos um mal maior, que talvez não tenha volta para nós e nossa dita civilização. Então, este é o momento certo para a união dos protetores da Terra, aqueles que gostariam de reverter toda essa destruição irresponsável.

 

Em minha opinião, não é hora de temermos supostos castigos divinos, que cheguem de fora. A hora é de agirmos para evitar perigos reais, pois é certo que a maior ameaça está mesmo aqui na Terra. Acredito que devem ser boas as intenções de muitos que divulgam essas coisas assustadoras, que podem alertar as pessoas para a necessidade de mudanças, mas o tiro está saindo pela culatra, porque o medo está se espalhando sem controle.

 

O recado está dado. Agora vamos analisar friamente o que há de verdadeiro e perigoso naquele alinhamento do Sol com o centro da Via Láctea.

 

Para começar, é preciso notar que por dois pontos do espaço sempre podemos passar uma linha reta. Então, o Sol está sempre alinhado com o centro da Galáxia. Uns poucos apavorados não notaram que é preciso haver pelo menos um terceiro ponto para que algo fuja do comum, que não aconteça sempre. Fui ver os vídeos no YouTube e entendi que o terceiro ponto é a Terra. Teríamos, portanto, a Terra, o Sol e o centro da Via Láctea numa mesma reta, o que aconteceria em 21 de dezembro de 2012, data que também coincide com um solstício. Agora, será que todos sabem qual é o perigo real que esse alinhamento representa para nós e nosso planeta? Eu sei: exatamente NENHUM!

 

Vejamos alguns detalhes sobre esse fenômeno tão divulgado:

1) Temos dois solstícios por ano: um acontece em junho e o outro acontece em dezembro. São apenas as datas de início das estações mais marcantes, inverno e verão, quando o Sol fica sobre o Trópico de Câncer ou sobre o Trópico de Capricórnio. Nada mais corriqueiro, repetitivo, suave, monótono e inofensivo.

 

2) A Via Láctea existe desde antes de a Terra se formar. Parece haver um buraco negro em seu centro, mas, e daí? A distância que nos separa dele é de uns 30 mil anos-luz. Isso quer dizer que, se fosse possível e se ele resolvesse explodir hoje, somente daqui a 30 mil anos nós ficaríamos sabendo, quando a luz da explosão nos atingisse. Também, se o alinhamento pudesse provocar algum efeito no buraco negro, não o faria em menos de 30 mil anos e ainda teríamos de esperar outro período igual para que aquele efeito voltasse sobre nós. Mas, e se o buraco negro já tivesse explodido há 30 mil anos para causar nossa destruição no dia do alinhamento? Bem, neste caso, o buraco negro teria de adivinhar que, 30 mil anos depois, a Terra e o Sol estariam alinhados com ele. Seria como fazer o efeito trocar de lugar com a causa. Idiotice pura.

 

3) A Terra gira em torno do Sol e vem se alinhando com ele e o centro da Galáxia duas vezes por ano há muito tempo. Não é coisa que aconteça somente em 2012 e, como a precessão do eixo da Terra é um fenômeno lento, esse alinhamento também vem ocorrendo perto do solstício há muito tempo. E assim vai continuar. Então, onde está o perigo, se a mesma coisa acontece em todos os anos? Desconfio que escolheram o suposto ano especial do calendário maia por conveniência e o utilizaram para reforçar o medo das massas, que ajuda a vender livros sensacionalistas.

E quanto aos efeitos psicológicos da enorme divulgação da data do fim do mundo nas pessoas mais humildes? Nem é bom pensar. Já ouvi gente dizendo que vai se matar e levar também os filhos. Então, percebo que a propagação dessas informações sem sentido nada tem de inocente, porque pode causar mortes. Assim ocorreu, por exemplo, em 1910 e em 1997, durante a passagem de belos cometas. O acesso que as crianças têm pela Internet a esses vídeos sobre o fim do mundo pode ter resultados que deveriam estar preocupando nossas famílias.

 

Somente dizer que o mundo vai acabar não funciona mais hoje em dia. É preciso dar um ar de Ciência ao evento, porque há cada vez mais gente percebendo que ela funciona bem. Então, para que a coisa se espalhe como um vírus deve-se idealizar qualquer asneira potencialmente assustadora e depois divulgá-la misturada ao jargão científico, incompreensível para a maioria. Muitos vão acreditar, ainda que não possam entender. Sendo assim, é fundamental que as pessoas sem conhecimentos sobre Astronomia tenham a certeza de que nada há de científico naquilo que se diz hoje sobre alinhamentos perigosos de astros, chegada de planetas invasores, dois sois no céu, entrada no cinturão de fótons e na nuvem do caos, luz purificadora que não causa sombras, tombamento do eixo da Terra, aumento incomum das explosões solares, despertar dos vulcões, inversão dos polos, inversão do sentido de rotação, três dias de escuridão etc. Um verdadeiro cientista jamais divulgaria coisas desse nível. Tudo isso é produto da imaginação e serve somente para assustar as pessoas, deixando-as vulneráveis e ansiosas para que alguém diga a elas o que fazer. E, por motivos que a mim parecem óbvios, não falta quem queira nos dizer o que fazer. Então, é hora de acordar e de pular fora desse esquema do terror.

 

Mas, e se algo acontecer, apesar da lógica dizer o contrário? Se for para mudar nosso modo alienado de viver, eu acho ótimo, porque do jeito que as coisas estão, nossa espécie não vai durar muito, por nossa culpa, mas a verdade é que não encontrei os elementos cósmicos que poderiam causar essa transformação tão necessária. Tenham a certeza absoluta de que nada há de cientificamente comprovado nas ameaças que dizem que vão chegar do espaço sideral. Tudo é somente especulação baseada em informações obtidas por meios não convencionais e não científicos. O céu, sem a menor sombra de dúvidas, continua tão sereno e inspirador quanto antes de toda essa confusão começar. Por isso, se alguém deseja acreditar, não deve tentar explicar. Deve somente usar a fé, não a Ciência, guardando as conclusões para si.

 

Estamos preocupados com o fim do mundo? Essa sensação incômoda bem que pode ser uma cobrança do inconsciente. Então, vamos respeitar nosso planeta, ajudar as pessoas, cuidar dos animais e plantar árvores. Acreditem, há tanto para ser feito que não vai sobrar tempo para que o medo infundado contamine nossas mentes.

 

http://www.silvestre.eng.br/astronomia/polemicas/2012/

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