Consciências Superevoluídas : Serenões

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Cesar de Souza Machado – Brasília-DF, 15 de outubro de 2003

Revisões: 24.07.2004; 03.02.2008


 
Resumo

Com base em uma revisão bibliográfica, em entrevistas realizadas com vários projetores conscientes e ainda na própria experimentação do autor, são abordados nesse artigo diversos aspectos das consciências que se encontram no ápice da evolução intrafísica na Terra – os Serenões. Procura-se evidenciar alguns aspectos pouco divulgados sobre essas consciências assim como levantar alguns questionamentos sobre pontos ainda obscuros de suas existências.






Introdução

A literatura espiritualista está repleta de referências a seres muito evoluídos denominados, conforme o caso, de Bodhisattvas, Avatares, Mestres Ascensionados, Espíritos de Luz, Espíritos Planetários, Arcanjos, Elohins, etc.

O Serenão é uma consciência que se encontra no ápice da nossa atual etapa evolutiva e representa o grau máximo de evolução que podemos atingir na dimensão intrafísica nesse planeta. Por conseguinte, o Serenão encontra-se em suas últimas, ou em sua última encarnação. Ao final dessa última vida intrafísica ele passa a condição de consciência livre, onde inicia um novo ciclo evolutivo (VIEIRA, 1994).

A partir de um encontro extrafísico com uma dessas consciências muito evoluídas em 1967, o médico e paranormal Waldo Vieira dedicou-se a perquirir tanto no intrafísico, quanto no extrafísico, tudo o que dissesse respeito à origem, natureza, objetivos, atividades e capacidades dessas consciências, denominadas extrafisicamente por Serenões. Construiu assim, ao longo do tempo, uma Teoria dos Serenões, apresentada em detalhes em sua obra 700 Experimentos da Conscienciologia, publicado em 1994.

O Serenão é definido por esse autor como “uma consciência altamente evoluída, um verdadeiro epicentro de energias conscienciais de alta potência que opera de forma serena, destituído das emoções a que estamos habituados”. Ainda segundo o autor, o Serenão também aparenta ter grande tranqüilidade, equilíbrio, maturidade, discernimento, cosmoética, completo controle biológico da fisiologia do corpo, inclusive das funções vegetativas, do cerebelo, do sistema nervoso autônomo e do próprio metabolismo, empregando inclusive 100% da capacidade cerebral na forma de múltiplas inteligências (VIEIRA, 1994).

Até onde se sabe, não existem Serenões descritos pela história.Ascencionados

Personalidades formidáveis em todos os sentidos, tais como Gualtama (Buda), Confúcio, Jesus, Maomé, Francisco de Assis, Kardec, Ghandi, dentre muitos outros nas épocas em que se viveram encarnados na Terra, não eram, portanto, Serenões.

O Serenão seria um gigante insuspeito, pois nunca deixa transparecer as imensas capacidades que possui. O completo anonimato é uma de suas principais características (VIERA, 1994).


Origem

Os Serenões tem sua origem a partir do processo natural de evolução da consciência na medida em que essas vão se libertando das amarras que as prendem à teia cármica de reencarnações forçadas, surgidas em virtude da lei da causa e efeito (carma). As consciências vão ganhando cada vez mais lucidez e capacidade de discernimento, passando a planejar existências produtivas onde passam a trabalhar não somente os diversos aspectos de sua evolução, como também a colaborar mais decisivamente para o progresso da coletividade intra e extrafísica.

Dessa forma, ao longo de várias existências, na medida em que a consciência vai evoluindo ela vai esgotando as possibilidades de aprendizado na dimensão intrafísica, uma vez que, a cada vida, ela recupera mais rapidamente suas habilidades e poucas coisas passam a constituir desafios para suas imensas capacidades. Assim, a consciência chega a um ponto em que se torna um Serenão e, dando prosseguimento a esse processo, ao esgotar completamente as possibilidades de aprendizado na dimensão intrafísica, ela não mais tem necessidade de reencarnar, passando a condição de consciência livre.

Para o autor da Teoria dos Serenões, o Serenão constitui a próxima etapa de evolução do ser humano, razão pela qual ele os denomina por Homo sapiens serenissimus (VIEIRA, 1994).

Posteriormente à publicação dos 700 Experimentos da Conscienciologia, o autor da Teoria dos Serenões propôs o termo serenologia para designar o estudo dos Serenões e das suas características (VIEIRA, 1998).

Justificativas

Apresentada oficialmente por Vieira, em 1970, a hipótese da existência dos Serenões fundamenta-se em dois argumentos (18) (32):

(1) Se abaixo de nós, seres humanos, há uma série de animais subumanos, sem autoconsciência, instintivos, de menor patamar evolutivo, com os quais convivemos há milhões de anos, porque não haveria outras consciências de nível mais avançado?

(2) Se existem supercriminosos que atuam anônimos, planejando e agindo para promover o mal a outros seres, por quais motivos não pode haver seres humanos superdotados do ponto de vista assistencial, atuando de forma anônima, ajudando milhares de pessoas por meio de seu amplo domínio bioenergético fraterno?
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Com relação as suas designações específicas, elas foram criadas pelos projetores que os encontraram. Seria o caso de Rosa-dos-Ventos, uma Serenona intrafísica que reside no Rio Grande do Norte, próxima a Natal e


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Australino, um
Serenão argentino. No caso desses dois Serenões, suas denominações foram aparentemente escolhidas em função da localização geográfica em que residem intrafísicamente.
















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Em outros casos, contudo, são os próprios Serenões que escolhem o nome
pelo qual desejam ser conhecidos. Seria o caso, por exemplo, de Ki-Lin, um Serenão chinês.










 – A escala evolutiva proposta por Vieira

Nesse modelo, em termos práticos, pode-se dividir todas as consciências terrestres em apenas dois níveis: os Serenões (uma pequena minoria) e os pré-Serenões, a grande maioria da população (LLOYD, 2000).

O modelo evolutivo estabelecido por Vieira (1994) também propõe a existência de quatro corpos ou veículos de manifestação da consciência distintos:

• Soma: O corpo físico, material;

• Holochacra: O corpo energético, energossoma ou duplo-etérico;

• Psicossoma: O corpo astral ou corpo das emoções e

• Mentalssoma: O corpo mental, sem forma definida.

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Equilíbrio dos Corpos

As experiências projetivas demonstram que a origem das emoções não é física. Na realidade ela provêm do psicossoma, formando um feedback bi-direcional entre os diversos corpos (LLOYD, 2000).

Em projeções de psicossoma, sem o restringimento do corpo físico, as emoções são muito mais intensas, podendo facilmente levar a consciência projetada tanto a euforia quando ao desespero de forma tão intensa que tornam-se incontroláveis (PRADO, 1982).

O mesmo se passa com as consciências extrafísicas que não mais possuem corpos físicos. Essa condição, contudo, não se verifica nas projeções de corpo mental. Nessa condição, a consciência sente, mas não se emociona, não se deixa levar por seus sentimentos que permanecem em harmonia. O Serenão dominacompletamente o corpo das emoções (psicossoma) manifestando-se predominantemente de mentalsoma (LLOYD, 2000).

Mantendo seus veículos de manifestação (corpo físico, duplo etérico, psicossoma e mentalsoma) em constante homeostase (equilíbrio), o Serenão desconhece doenças assim como toda a sorte de desequilíbrios que afligem a quase totalidade da humanidade encarnada. Segundo Vieira, “enquanto o Serenão está muito sustentado por um mentalsoma de alto nível, nós, ainda nos esforçamos para ter um mentalsoma de fundo de quintal.” (VIEIRA, 1994).Reikienergia

Em outras palavras, enquanto usamos o mentalssoma de forma descontínua,o Serenão o faz de forma disciplinada e focalizada o tempo todo, assegurando assim um alto grau de controle sobre as variáveis ambientais ao seu redor, influenciadas pelo seu campo bioenergético, pela manutenção de sua hiperacuidade, ou pela percepção detalhada do ambiente e a maximização de todos os seus desempenhos.

Mais do que isso, o Serenão não apresenta conflitos entre seus corpos, mantendo um constante equilíbrio entre eles.



 Cérebro

Apesar da complexidade cerebral e do desenvolvimento alcançado pelocérebro humano, o percentual de sua utilização ainda seria muito pequeno.

Estimativas diversas apontam para um índice máximo de 10 a 20% de utilização.

Vieira levanta a hipótese de que os Serenões atuariam como catalisadores evolutivos, reencarnando, no passado, em corpos dos primitivos humanos para ampliar sua capacidade cerebral para que fossem gradativamente evoluindo. Aventa o autor que os Serenões poderiam ter elevado seu nível fisiológico pela utilização lúcida da energia da kundalini direcionada para a abertura das regiões cerebrais (VIEIRA, 1994).

 

Os Serenões tenderiam a passar o maior tempo possível fora do corpo físico, projetados de psicossoma ou mentalsoma, pois é na dimensão extrafísica que eles podem exercer plenamente o melhor de suas capacidades. Extrafisicamente, se por vezes atuam sozinhos, também o fazem em duplas ou em grupos. Parece haver um complexo esquema organizacional que os envolve, assim como outras consciênciasintrafísicas e extrafísicas cujos níveis evolutivos são compatíveis com sua condição.

Ao longo da história, os Serenões foram sendo identificados seja pela via projetiva, seja pela via mediúnica. Mais do que um simples termo, a palavra Serenão, cunhada há poucas décadas, traz consigo uma tentativa de encarar essas consciências sob um ponto de vista menos místico e mais lógico, menos distante e mais real.

A dificuldade de se contactar os Serenões decorre da própria imaturidade da humanidade terrestre que, se hoje é menor, ainda está longe de apresentar o nível necessário para que os Serenões se exponham mais, aparecendo, por exemplo, a luz do dia como tais.

Todos os projetores conhecidos que mantiveram ou mantêm contato com os Serenões não o fazem rotineiramente. Na maioria dos casos, dadas as flutuações no padrão energético, típicos de nossa humanidade, os contatos são poucos e espaçados. Vale nesse caso a questão da sintonia.

Se os Serenões estão se dando a conhecer, se estão permitindo que alguns aspectos de sua intimidade sejam investigados, isso com certeza não está acontecendo por acidente ou mero acaso. Trata-se sim de um movimento organizado com objetivo de trazer as pessoas mais perto de suas presenças e assim facilitar sua evolução.

Parte do texto retiraxo do site:
www.metaconsciencia.com - www.specon.hpg.com.br 18

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